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"One step at a time. One punch at a time. One round at a time." - Rocky Balboa

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Três concepções básicas sobre o CDI

CDI é o acrônimo de Certificado de Depósito Interbancário, títulos negociados apenas entre as instituições financeiras relacionados à fluidez do mercado.


A taxa do CDI traduz, de certa forma, os custos em geral suportados pelos bancos para oferecer crédito aos mutuários e, consequentemente, é também um parâmetro para definir a remuneração das aplicações captadas e dos créditos contratos.

Por exemplo, hipoteticamente, a remuneração de um CDB pode representar 90% do CDI, ao passo que um financiamento de um veículo ao cliente bancário pode ser realizado com a cobrança de juros equivalentes à taxa do CDI, acrescido de mais 6% ao ano. É sob essa lógica que, a propósito, os bancos lucram, e essa diferença entre a taxa captada e aquela que empresta é chamada de spread bancário.

Por isso, assim como a Selic, denomina-se a taxa do CDI, ou, coloquialmente, o CDI, de "taxa livre de risco", esta que se tornou uma referência em todo o mercado financeiro para medir o quanto determinada rentabilidade é satisfatória (quando está acima) ou não é satisfatória (abaixo da taxa).

Conforme a Cetip, hoje, 24 de agosto de 2016, a taxa do CDI é de 14,13% ao ano.

É preciso que o pequeno investidor compreenda pelo menos três concepções básicas sobre o CDI para alcançar a independência financeira.

1 - Superar a inflação não é tão importante quanto superar o CDI

O CDI é normalmente superior à taxa oficial de inflação, e a comparação histórica entre ambos revela que o CDI remunera de fato o investimento, enquanto a correção do índice inflacionário essencialmente recompõe o poder de compra da moeda.

Portanto, se determinada aplicação obtém uma rentabilidade equivalente à inflação, não há nenhum ganho. Mas, se o seu investimento possui uma rentabilidade igual à respectiva taxa de CDI no longo prazo, há necessariamente ganho, e não só recomposição.

2 - A taxa do CDI não serve só para renda fixa

Apesar de que a taxa mencionada é frequentemente utilizada como referência para a remuneração da renda fixa, especialmente pelos bancos quando captam recursos - como já é sabido - eu costumo utilizar a cada mês o CDI para balizar, no longo prazo, todas as minhas estratégias de investimentos na renda fixa ou variável.

Aliás, esse é um ponto importantíssimo para a renda variável. Como visto antes, vencer o CDI determina que a sua estratégia está de fato remunerando os seus investimentos. Portanto, investir em ações, por exemplo, e superar o CDI comprova que vale a pena correr os riscos da renda variável, haja vista que não é comum encontrar taxas superiores ao CDI na renda fixa (não se esqueça do spread).

3 - O pequeno investidor pode (e deve) vencer o CDI no longo prazo

Ainda que você não tenha um conhecimento aprofundado sobre o mercado financeiro, ou mesmo tempo para adquiri-lo, e nem sequer disponha de acesso a serviços financeiros exclusivos para grandes investidores, como aplicações de renda fixa, fundos e títulos de crédito com remunerações realmente atrativas, é possível vencer sim o CDI.

Não é tão fácil, infelizmente, superar as taxas livres de risco. Todavia, sem dúvida, o primeiro passo para vencer o CDI no longo prazo é fugir de aplicações ruins, bastante populares no Brasil, como a poupança, além de outros serviços bancários cuja remuneração é até mesmo pior do que a da própria poupança, como já mostrei aqui.

sábado, 13 de agosto de 2016

Rocky steps (julho/16)

Em julho, houve uma leve queda na porcentagem conquistada, em razão da correção inflacionária semestral da independência financeira, como antecipei no mês passado. A nova meta é de R$ 12.658,60.


A propósito, a independência financeira deve ficar mais distante, porque, até março de 2017, não farei nenhum aporte, só reinvestirei os proventos, no máximo. Além das despesas que já mencionei, surgiu uma outra, tão expressiva quanto as demais.

Enfim, não adianta chorar pelo leite derramado ou reclamar da sorte, vamos ao que interessa:


Até mais!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Resultado 07/16 = R$ 330.726,56 ou +8,48%

Atualização mensal brevíssima.


Resultado conforme a planilha fornecida pelo AdP:


Segue agora a representação gráfica da alocação dos ativos, do patrimônio mensal e do comparativo histórico da rentabilidade:




Boa sorte para quem vai acompanhar as olimpíadas do capiroto no inferno do Rio de Janeiro!

terça-feira, 19 de julho de 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Rocky steps (junho/16)

Como diria o Galvão: "Virou passeio!".


Depois de rir muito na quarta-feira (06), hoje (08), para a minha tristeza, me recordei da inflação, pois o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de junho,  0,35%, levemente abaixo da expectativa dos analistas, mas bem menor do que a inflação do mesmo período do ano passado, 0,79%.

Apesar da notícia animadora, o ligeiro recuo da inflação, infelizmente, em primeiro lugar, a inflação em 2016 já acumula alta de 4,42% e, nos últimos 12 meses, 8,84%. Nota-se que a meta para 2016 é de 4,5%, que, a propósito, dificilmente será cumprida. E, em segundo lugar, os alimentos mais uma vez pesaram bastante no índice, o que diminui sensivelmente a minha renda, tanto quanto a renda da maior parte dos brasileiros, cuja parcela significativa é gasta com feijão e leite, que subiram no mês, respectivamente, 41,78% e 10,16%. Conforme o Valor Econômico: "Juntos, feijão e leite foram responsáveis por 0,21 ponto percentual, ou 60% do índice geral".

Por que estou falando de IPCA se o assunto é independência financeira? Ora, repito, a independência financeira é corroída pela inflação, ou seja, a inflação vai atrasar o projeto de independência financeira. Como sabem, em junho de 2013, fixei o valor mensal médio de 10 mil reais de proventos como meta a ser alcançada para a independência financeira. Assim, utilizo o IPCA semestralmente para atualizar a meta, senão, não haveria nenhum sentido em estabelecê-la, se depois de 20 ou 30 anos, em 2033 ou 2043, 10 mil reais não terá o mesmo poder de compra em relação a 2013.

Para melhor ilustrar aos mais leigos, logo no início do Plano Real, uma Coca-Cola custava cinquenta centavos em um restaurante. Hoje, após duas décadas, a mesma Coca-Cola custa 4,5 reais. Sob o mesmo raciocínio, os 10 mil reais em junho de 2013 equivalem em junho de 2016 a R$ 12.658,60. O que corresponde a quase 26,59% de inflação acumulada.

Dessa forma, encerrei o mês de junho com 9,11% da meta (R$ 1.104,19 de proventos mensais em média no semestre), haja vista que o impacto da inflação dos primeiros seis meses de 2016 só será aplicado a partir de julho, conforme o gráfico abaixo:


Em julho, além do impacto da inflação, haverá uma diminuição sazonal dos proventos. Portanto, devo me afastar novamente da IF no próximo mês.